Ondas magnéticas contra o vício

10/05/2013 13:11

Terapia já consagrada no controle da depressão é testada contra o vício em cocaína pela primeira vez no Brasil. É a EMT estimulação magnética transcraniana. E os resultados são animadores.

O método , desenvolvido em 1985 pelo médico inglês Anthony Baker, na Universidade de Sheffield, na Grã - Bretanha, se vale da aplicação de ondas magnéticas em pontos específicos da massa cinzenta para conter males que vão de depressão a alucinações auditivas. Agora, o Hospital das Clínicas, em São Paulo, foi além: testou a EMT em dependentes de cocaína. A pesquisa, finalista do Prêmio Saúde 2012, teve resultados impressionantes. Conseguiu-se diminuir a fissura pela droga e melhorar sintomas de depressão e ansiedade em 80% dos voluntários, enquanto 60% deles reduziram o consumo. Para se ter uma idéia da conquista, basta considerar que outras formas de tratamento desse vício são capazes de refrear o uso, no máximo, em 25% dos pacientes.

Como funciona o procedimento:

1- É feito alguns exames de imagem para determinar a região cerebral a ser estimulada
2 - Os pacientes utilizam tocas de natação para demarcar os lugares que a máquina deve atuar
3- O aparelho começa a emitir ondas magnéticas e na massa cinzenta penetram até 2 cm.
4-De acordo com o problema a ser tratado as descargas de energia são variadas.
5- O estímulo altera a chegada de oxigênio e nutrientes a determinadas células nervosas, assim como seu aproveitamento.
6- Em questão de segundos, as ondas magnéticas, mexem com o equilíbrio de neurotransmissores, que têm a função de repassar impulsos nervosos entre um neurônio e outro. Os estímulos ainda balanceariam os genes das células que estão defeituosos.

A EMT é praticamente indolor e não dá choques. A máquina utilizada , conhecida como estimulador magnético, solta uns cliques quando emite as ondas para o cérebro. Pacientes que passaram pela terapia contam que o incomôdo é mínimo, como se alguém tocasse rapidamente com o dedo uma região específica do crânio. Algumas pessoas podem sentir, após a aplicação, uma leve dor de cabeça.
No Brasil, por enquanto, o método está aprovado para uso clínico apenas em combate á depressão e às alucinações auditivas da esquizofrenia. Apesar do emprego restrito atual, diversos experimentos indicam que em breve o aparelho beneficiará quem sofre de Mal de Parkinson, enxaqueca, seqüelas de AVC, zumbido, e dores crônicas.

Fonte: Revista Saúde


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