Dor crônica? acupuntura na cabeça

11/08/2012 13:31

 

Craniopuntura

 

No final do século XX, mais especificamente na década de 1970, surgiram os primeiros trabalhos sobre a craniopuntura na China. A nova técnica usava o uso de áreas do crânio para o tratamento da acupuntura. Os pacientes escolhidos eram principalmente aqueles com sequelas de AVC (acidente vascular cerebral), com paralisia, com dor ou distrofia muscular. 

A técnica da craniopuntura seguia um protocolo diferente da acupuntura clássica que usava os pontos tradicionais, ao longo dos canais de energia. Os pacientes recebiam os tratamentos sentados, com as agulhas direcionadas horizontalmente, próximas ao cortex cerebral. A manipulação era manual, quase contínua, por 5 a 10 minutos para cada tratamento.   Na época, foi tentada a estimulação elétrica, mas não se chegou a qualquer melhora nos resultados.

 

Cerca de 10 anos após o início da técnica da Craniopuntura chinesa, o médico japonês Dr. Yamamoto, que já estudava na China nos anos 70, acrescentou novos pontos de tratamento no crânio. Criou o protocolo denominado Craniopuntura de Yamamoto, também conhecido por NCY ou Nova Craniopuntura de Yamamoto. Também o médico chinês, Dr. Zhu, na mesma época, descrobriu, nas suas atividades clínicas, outras áreas do crânio para tratamentos de craniopuntura.

Surgia então a mais nova especialidade da acupuntura, a craniopuntura. Atualmente essa técnica está evoluindo principalmente com a ajuda de equipamentos de imagem como a Ressonância Magnética Funcional que relacionam com precisão as áreas do cérebro relacionadas aos locais doentes do corpo.

Os resultados clínicos atuais são surpreendentes. A craniopuntura pode bloquear qualquer tipo de dor e também outras doenças sistêmicas, mas, sem dúvida, os pacientes que sofrem por sequelas de AVC serão os mais benificiados pela craniopuntura moderna.Reconhecida internacionalmente há 30 anos, a craniopuntura é uma técnica utilizada pela medicina oriental especialmente para tratar casos de dor crônica. No método, que é parecido com a acupuntura, as regiões de aplicação das agulhas ficam na cabeça. Apesar de a técnica ser indicada principalmente para tratamentoda dor, a craniopuntura também é utilizada para casos de limitação de movimentos do sistema músculo-esquelético e alterações do sistema nervoso central.

Segundo o médico Ruy Tanigawa, presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (Amba), são quatro pontos a serem trabalhados na craniopuntura: os básicos, os cerebrais, os sensoriais e os pontos "Y’’ (por

causa do nome do criador do método, Toshikatsu Yamamoto).Por meio de uma massagem com os dedos das mãos na cabeça do paciente, o médico é capaz de identificar os pontos específicos a receber a agulha, de acordo com manifestação clínica.

"O paciente segue os caminhos da medicina tradicional para fazer o diagnóstico clínico da doença. A partir daí, a craniopuntura entra como medida terapêutica de tratamento", diz Tanigawa.

A aplicação demora cerca de 20 minutos. O resultado, na maioria das vezes, é imediato."Por isso, o nosso objetivo é fazer com que essa terapia seja disponibilizada na rede de atenção básica à saúde".

Para que isso aconteça, a Amba integrou um grupo, junto com outras sociedades, para elaborar a Política Nacional de Medicina Natural e Políticas Complementares do SUS, do Ministério da Saúde. Um dos pontos da política reúne várias ações da medicina tradicional chinesa.

A rede municipal de saúde de Campinas já utiliza o método.

Segundo Willian Ferreira, coordenador de Saúde Integrativa, a meta da prefeitura

é diminuir em 15% o consumo de antiinflamatórios."A craniopuntura é mais

barata do que os remédios", diz

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