Depressão

20/07/2012 11:20

 

Depressão – Parte I

A depressão é como se fosse a morte existencial, quando toda a vitalidade e o entusiasmo pela vida parecem inexistentes. Ela apresenta graus de variação, dos mais leves até os mais intensos e profundos, quando a qualidade de vida fica bastante prejudicada. Na maioria das vezes, o depressivo sente um vazio inexplicado, grande angústia, ansiedade (vide artigo anterior), medo, e tudo é muito confuso e conflitante. O futuro é temido, obscuro, o passado é um pesadelo e o presente é negro, e a não vislumbra nada de bom. Muitos deprimidos sentem-se desamparados, como se essa tristeza fosse durar para sempre. Sentem-se sem energia e sem interesse pela vida e não conseguem se imaginar sentindo alegria ou emoção novamente. Também podem ficar mal-humorados e difíceis de agradar. O mundo da depressão é um mundo solitário. Problemas físicos podem ocorrer nos deprimidos, como somatização pela forma de pensar. Alguns têm dificuldade para dormir, outros querem dormir o tempo todo. O depressivo também pode perder o apetite ou, pelo contrário, querer comer o tempo todo, ou ainda ter a necessidade de ingerir muitos doces; alguns também perdem o interesse pelo sexo.

É claro que todo mundo fica “derrubado”, “chateado” ou “na pior” de vez em quando. É normal sentir-se triste por curtos períodos. Mas aqueles que sofrem de depressão têm muito mais que tristeza, e esses sentimentos podem durar muito tempo. É claro que uma avaliação médica é muito importante, seja um clínico,  psiquiatra, neurologista, ou  endocrinologista. Aqui vamos abordar alguns fatores emocionais que podem provocá-la.

Os principais fatores que podem levar a um processo depressivo são: dependência emocional, dificuldade para aceitar a realidade, mágoa e raiva acumulada, longo histórico de autonegação, e sentimentos de culpa e remorso.

Dependência Emocional

É aquela sensação que a pessoa tem quando acha que não consegue fazer nada por si mesma, junto com um medo de solidão, ou ainda, com sentimentos de indecisão, quando ela busca no outro palpite sobre o que deve fazer ou que direção deve seguir. Na realidade, um quadro como esse significa falta de auto-referência. A pessoa só consegue se sentir ou se perceber a partir do contato com o outro; não consegue perceber em si um auto-apoio, um ponto de referência centrado nela mesma. Então, quando ocorrem perdas de pessoas importantes, seja por separação ou morte, há uma sensação de vazio muito grande, e ela pode se sentir literalmente “perdida”, sem auto-referência. Devemos refletir que, em casos de perda, a vida deve continuar e você tem seu propósito de vida para realizar. O outro tem o próprio propósito e, só repetindo, você só é responsável por si mesmo. Lembre-se disso.

Precisamos, então, readquirir nosso ponto de referência e aprender a levar em consideração o que sentimos, porque o que sentimos é realmente a nossa verdade. Podemos até pedir opiniões às pessoas que nos rodeiam, mas o que elas dirão tem a ver com o senso delas mesmas, ou sua verdade interior, e é importante lembrar que, como cada um é único, o que é bom para um necessariamente não é bom para o outro. Precisamos perceber que temos um senso, uma forma de sentir que é nossa, e que, portanto, a idéia de que dependemos de alguém foi uma grande ilusão que criamos.

Como dica para interromper o processo de dependência se pergunte sempre: “Como me sinto com isso?” “Como é isso para mim?” Isso ajuda a se perceber melhor, desenvolvendo assim, a atitude de prestar atenção e consideração ao que sentem. Lembre-se de que uma sensação de bem estar é a mensagem de sua essência de que você está no caminho certo e uma sensação de mal-estar, de angústia, aperto no peito, sugere que você está fora do seu caminho. A sensação  sempre está  dentro de você.

Continua........


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